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Ôba! – expressão de espanto ou admiração.
Ôba-ôba – falatório, conversa sem sentido.
O cão chupano [chupando] manga – diz-se de uma pessoa que se apresenta como
o bonitão, o gostosão, o sabidão, o valentão, etc.
O canto mais limpo – expressão que significa vazio, limpo, sem ninguém, sem
nada.
Ôcê - abreviação de “você”.
Oco na barriga – fome.
O côro [couro] (ou pau) cumê [comer] – bater, surrar.
O diabo a quatro – usado no final de uma frase para simplificar uma grande
quantidade de objetos. Ex: “aquele cara é muito rico, tem casa, terra, gado e o
diabo a quatro”.
Ô de casa! – usa-se para chamar alguém numa casa desconhecida, daí se costuma
bater palmas e dizer “ô de casa!”. Quem está lá dentro, por sua vez, responde: “ô
de fora (ô de fora!).
Ôi – tem dois sentidos: 1. abreviação de “olho” (v. zoi). 2. ponta ou últimas folhas
que ainda estão brotando em uma árvore. Daí serem comuns as expressões: “o ôi
da goiabeira”, “o ôi da cana” etc. ou parte de uma planta que se corta para
replantar (v. muda). Daí ser comum a expressão “pru [por] favor, me dê um ôim
[olhinho] dessa cana pr’eu prantar [plantar] no meu roçado”.
Ôia, ou ôinha – coisa fácil, vantajosa.
Oiar – abreviação de “olhar”, tem dois sentidos: 1. verbo olhar (v. espiar). 2. brotar
Ex: “a roseira começou a oiar [olhar]”.
Oiar [olhar] pru riba [por cima] do ombro – olhar de modo desdenhoso, com
desprezo.
Ôi [olho] -d’água, ou vêi [veio] -d’água – fonte natural d’água, geralmente, as
nascentes de um rio ou riacho (v. cabeceira).
Ôi [olho] -gordo, ou grande – inveja.
Oitão - esquina de uma casa.
Olaria – local onde se fabricam tijolos e telhas.
O mais tardar… – até tal hora.
O mermo [mesmo] tanto – a mesma quantidade, medida, distância, etc.
Ó pa i ó!, ou ópaisso – abreviação de “olha para isso”, “veja só”
Operação - cirurgia médica.
O que num mata engorda – diz-se quando alguém ingere uma coisa indevida, mas
que não mata.
Ôra bolas!, ou pinóia! – interjeição de repúdio.
Ôra mais, ta! – ora essa!, veja só!
Oratório – pequena capela, com santos de madeira que os antigos costumavam ter
em casa.
Orvai [orvalho] – umidade produzida pela frieza da noite ou “sereno da noite”.
Oscular – beijar.
Os conhão [colhões], ou os quiba [quibas] – testículos (v. zovo).
Ossim [ossinho] gostoso – ossinho do tornozelo, que por ser saliente é muito
propício a sofrer pancadas.
Osso do cucumbu, ou do pai-João – última vértebra da coluna (cóccix), próximo
ao ânus.
Osso duro de roer, ou carne de pescoço – pessoa difícil de ser convencida, de se
fazer acordo com ela.
Otário – pessoa boba, ingênua (v. bambulê de otário).
O texto [ou a tampa] e a panela – diz-se de duas pessoas que se combinam ou são
do mesmo tipo.
Ou vai, ou racha, ou o rabo arranca – ou tudo ou nada.
Oveiro – ânus de aves.
Ovo indez – ovo que se deixa no ninho da galinha, como chamariz, para que ela
volte a pôr no mesmo local.
Ovo gôro, ou choco – diz-se de um ovo que foi colocado para chocar, mas não
nasceu pinto, ficando podre.
Ôxente!, ou ôxi! – interjeição de admiração, espanto, dúvida, repúdio, etc.
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Junior de Diogenes
Sertão Online