Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho recebe ventiladores, birôs e ar condicionados

Entrega de epamento ao EMAPS

 

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Para garantir maior conforto aos alunos e aos professores da Rede Municipal de Ensino, a Prefeitura de Itapetim continua equipando as escolas do município.

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Na manhã desta quarta-feira (23/07), o prefeito Arquimedes Machado, acompanhado do vice-prefeito Junior Moreira e da secretária de Educação, Luciana Paulino, foi até a Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho (EMAPS) para entregar ventiladores, birôs e aparelhos de ar condicionado.

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De acordo com Fia Patriota, diretora da EMAPS, foram entregues 79 ventiladores, 18 birôs e 3 ar condicionados. Ainda segundo ela, a escola já havia recebido no início do ano novos conjuntos de carteiras escolares para todos os alunos.

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Nos próximos dias, outras instituições de ensino também receberão ventiladores, birôs e aparelhos de ar condicionado, além de conjuntos de carteiras escolares.

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Assessoria de Comunicação

Texto: Euflavio Nunes / Fotos: Euflavio Nunes

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A EMAPS PRESTA HOMENAGENS AO SEU EX-DIRETOR, OSMAR WASHINGTON

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                        Nesta última quinta-feira, dia 25 de maio, professores e funcionários da Escola Municipal Antonio Piancó Sobrinho – EMAPS e Secretaria Municipal de Educação, estiveram reunidos no Salão de Eventos daquela Escola para em despedida prestar homenagens ao Professor Osmar Washington que deixou a direção da Unidade Escolar.

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                   Washington,  ocupava o cargo de Gestor da EMAPS, há quase três anos. O mesmo assumiu  a direção por ocasião do falecimento do Professor Adealdo Nunes e realizou um excelente trabalho naquela Casa de Educação.  Exercia também atividades na Compesa e em virtude de ser contemplado com promoção neste Órgão, deixa o cargo de diretor da EMAPS para assumir seu novo posto, em Afogados da Ingazeira.

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                   Foram momentos de muita emoção durante as homenagens que a ele foram prestadas. Alunos, professores e funcionários daquela Casa, se pronunciaram com mensagens de agradecimento. Era bem visível o sentimento de gratidão e saudade que Osmar Washington deixa no coração dos que conviveram com ele.  Também estiveram presentes o Prefeito do Município Adelmo Moura, a Secretária de Educação Fátima Piancó, o Presidente da Câmara Júnior de Diógenes, os Vereadores Naldo da Sucan e Ailson Alves, O Secretário de Transportes Júnior Moreira, Gestores das Escolas Municipais, entre outros.

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                   O professor Washington estava acompanhado de sua mulher Marcélia e seu filho Gabriel e acompanharam emocionadamente todas as homenagens ali prestadas. Em seu discurso, o ex-diretor agradeceu o apoio de todos, disse ter se identificado muito com o trabalho educacional e um dia voltaria para continuar o trabalho de professor naquela escola que ele aprendeu a amar e que lembrará com muito carinho.

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                   A Secretária de Educação – Fátima Piancó, naquele momento, agradeceu ao professor Washington a grande parcela de colaboração que ele deu à Educação do Município. Evidenciou a competência do gestor e o grande vínculo de amizade que foi desenvolvido entre ele e todos os servidores da educação.  Aproveitou a oportunidade para solicitar o apoio de todos à Maria Alce Ferreira Patriota – Fia, que assume a direção daquela Casa a partir de agora, dando continuidade ao excelente trabalho desenvolvido por Washington.

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                   Também o Prefeito Adelmo Moura, no seu pronunciamento, expressou sua gratidão ao Ex-Diretor e disse estar feliz com a promoção de Washington, lembrando quão importante para Itapetim  será contar com ele na Regional da Compesa em Afogados da Ingazeira.

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                   O momento de despedida e homenagens, terminou com um jantar de confraternização entre os presentes.

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Solenidade de Conclusão do 9º ano da Escola Antônio Piancó Sobrinho

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                       A Escola Municipal Antonio Piancó Sobrinho  realizou  na sexta feira (16/12/2011), a solenidade de conclusão  do 9º ano (antigo 1º grau).

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A solenidade contou com o comparecimento  do corpo docente e discente  da  escola, autoridades  locais e convidados: Adelmo Moura (prefeito), Fátima Piancó (secretária de Educação), Fia Cândido (secretária de desenvolvimento), Arquimedes Machados (diretor de compras), Cayo Jefferson (diretor de licitação), Júnior de Fonte (secretario de  financia), Glória Fonte (diretora da Esc. Santo Antonio), Junior Moreira (diretor de transporte), Júnior de Diógenes (presidente da câmara de vereadores), Maria (viúva do ex-diretor e professor Adealdo), Ailson Alves (vereador), Luiz lenheiro (estradas e rodagens) entre outros. O brilhantismo ficou por conta dos formandos.

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Formandos das turmas da manhã e tarde homenagearam o ex- diretor e professor  Adealdo Equimedes  e a professora Joeline Lopes. As turmas foram unânimes ao escolher o nome para sua respectiva turma:  Turma Professor  Adealdo Equimedes – homenagem ao ex- diretor e professor que muito contribuiu para educação do nosso município, e, hoje já não encontra-se entre nós e Turma Professora Joeline Lopes  – considerada por todos da turma a melhor professora  em 2011.

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Parabéns aos formandos e a toda equipe que compõem esta escola  pela belíssima organização da solenidade.

 

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Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho (EMAPS)

 

 

Foto Atual do Prédio Anexo da Prefeitura Municipal.

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Onde Funcionava o Antigo Colégio Municipal de Itapetim.

 

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Grupo Escolar Dom José Lopes

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Em 1964, no inicio da administração de Antônio Piancó Sobrinho este começou a construção de um prédio onde deveria funcionar o Ginásio São Pedro, que ficava em frente sua Fabrica de Doce de Goiaba, novo prédio, ao lado da prefeitura, no lugar do antigo “Grupo Escolar Dom José Lopes”, onde, a partir de 1967, foi criado o Colégio Normal Municipal de Itapetim, que mais tarde, em 1973, teria seu nome simplificado para Colégio Municipal de Itapetim. Com a criação do novo colégio em 1968 o “Ginásio São Pedro Foi desativado.

Colégio Normal Municpal de Itapetim
Colégio Normal Municpal de Itapetim

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O novo Colégio Normal Municipal teve como primeiro Diretor o Médico Dr. Clístenes Péricles Leal, que além de 1° Diretor do referido Colégio, foi também, 1° médico e 1° proprietário de aparelho de Tv da Historia de Itapetim. Depois dele, o comerciante Heli Piancó e outros compraram outros aparelhos de TV, de forma que já em 1970, Pudemos assistir a Copa do Mundo via TV, nas residências desses pioneiros.

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1° Diretor do Colégio Normal municipal de Itapetim – 1967 a 1968.Foi o médico Dr. Clístenes Péricles Leal.

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Com a morte de DR. Clístines, em 1968, o Colégio Municipal de Itapetim passou a ser dirigido por Heráclio Felipe Barbosa, que ficou no cargo até 1982.

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2° Diretor do Colégio Normal Municipal de Itapetim – 1968 a 1982. Foi o Prof. Heráclio Felipe Barbosa.

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A propósito do Prof. Heráclio Felipe Barbosa, ousaremos registrar aqui que, sem desmerecer os demais Diretores (as), foi durante o longo período em que esteve á frente do Colégio (Normal) Municipal de Itapetim que assistimos aos tempos áureos deste estabelecimento de ensino, e por que não dizer de educação em Itapetim como todo.

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Com sua competência intelectual, dinamismo, espírito criativo e comunitário, senso cívico e patriótico, caráter ético-moral, etc., imprimiu um modelo de educação integral do homem e do cidadão, transformando o referido Colégio era referência em educação não só no Município, mas em toda Região do Pajeú.

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Época sem se prezava pelo caráter intelectual de alunos e professores, resultando na formação de muitos intelectuais filhos de Itapetim que hoje exercem cargos importantes pelo mundo afora. Época em que se adotava o rigorismo ético-moral propagação de valores éticos – Morais (cristãos, patrióticos, humanistas, etc), levando os jovens a pensarem e viverem de forma “reta”, funcionando, assim, como um elemento de “controle social”, principalmente em questão como sexualidade, liberdade, família, etc. É poça em que a disciplina era elemento essencial, refletindo sobre todas as atividades escolares, especialmente no cumprimento dos horários, quando depois do toque da sineta não se entrava mais no Colégio, e no fardamento, quando quem fosse pego com fardamento incompleto voltaria para casa ( camisa branca com escudo no bolso, calça azul para os Homens e saia azul para as mulheres, cinto preto meias branca, sapatos preto).

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Também foi a época das grandes festas no Salão Nobre, especialmente aquelas de formatura e, ou para arrecadar dinheiro para tal. Época dos grandes desfiles de 7 de Setembro, acompanhados pelas diversas bandas marcial dirigidas pelo Prof. Heráclio. Da formação das bandinhas sinfônicas de jovens e adolescentes, também regidas por ele, que animavam as festas cívicas e religiosas da cidade. Da criação de instrumentos comunitários de comunicação, como, por exemplo, da “rádio sopapo”, que animavam e servia de comunicação (avisos), nos tempos em que não havia Rádio na cidade.

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Por tudo isso, e muito mais, consideramos a administração do Prof. Heráclio como os tempos áureos do Colégio (Normal0 Municipal de Itapetim, e por que não dizer da educação em Itapetim como um todo.

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Com saída do Prof. Heráclio Felipe Barbosa, em 1982, sucederem no na Direção do Colégio Municipal de Itapetim, os seguintes nomes:

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3ª Diretora do Colégio Municipal de Itapetim – 1982. Foi Maria Angelita Costa.

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4ª Diretora do Colégio Municipal de Itapetim – 1982 a 1987. Foi Bernadete de Lourdes Costa de Souza.

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5° Diretor do Colégio Municipal de Itapetim – 1987 a 1989. Foi Jorge Luis Marques (Jorge de Gera).

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6ª Diretora do Colégio Municipal de Itapetim – 1989 a 1997. Foi Giane André de Almeida.

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7ª Diretora do Colégio Municipal de Itapetim – 1997. Foi Raimunda Alves Sobrinha de Lucena.

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Já em 1985, o então Prefeito Geraldo Mariano iniciou a construção de um novo e grande prédio, no Bairro Paulo VI, para onde, no futuro, seria transferido o “Colégio Municipal de Itapetim”. Mas foi durante o 1° mandato do Prefeito Adelmo Moura, em 1996, que a obra foi inaugurada, com a transferência definitiva do referido Colégio, sendo o antigo prédio, no centro da cidade, transformado em anexo da prefeitura. Já na nova sede, deram continuidade na Direção seguintes nomes:

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Foto do novo Colégio Municipal de Itapetim,

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Hoje Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho.

Escola Municípla Antonio Pincó - EMAPS
Escola Municipal Antonio Piancó – EMAPS
Escola Municípla Antonio Pincó - EMAPS
Escola Municipal Antonio Piancó – EMAPS

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8ª Diretora do Colégio Municipal de Itapetim – 1997 a 2001. Foi Hilma de Siqueira Aragão.

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Além de ter sido transferido para o novo prédio, em 1997, no início do 3º mandato do Prefeito José Lopes Sobrinho, em 2001, o nome do Colégio Municipal de Itapetim foi mudado para “Escola Municipal Benones Lopes da Silva”. Neste período, a referida Escola teve o seguinte Diretor:

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9° Diretor da Escola Benones Lopes da Silva – 2001 a 2004. Foi Bartolomeu Teixeira da Silva (Bata de Manoel Silva).

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Mas, no início de 2005, já na atual gestão do prefeito Adelmo Moura, foi novamente alterado para “Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho”,, em homenagem no Ex-Prefeito Antônio Piancó Sobrinho, que foi o seu fundador, em 1967, naquela época com o nome de “Colégio Normal Municipal de Itapetim”, Tendo como Diretoria.

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10ª Diretora da Escola Antônio Piancó Sobrinho – 2005 a 2006. Foi Maria Luzinete de Lima e Batista.

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Finalmente, no início de 2006, a Diretoria da “Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho” foi repassado para Adealdo Equimedes Nunes.

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11° Diretor da Escola Antônio Piancó Sobrinho. Adealdo Equimedes Nunes.

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Outra importante instituição educativa na História de Itapetim foi o “Colégio Comercial Clístenes Leal”, que nasceu em 1975, na Gestão do então Prefeito João Alves dos Passos.

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Naquela época, havia em Itapetim apenas uma opção em nível de 2º grau. O curso pedagógico ou de magistério (no Colégio Municipal de Itapetim), destinado a preparar professoras (es) para ensino do primário. Assim sendo, dado o preconceito ou machismo da época, poucos jovens do sexo masculino aceitava fazer tal curso, tendo que se deslocar-se para outras cidades, especialmente São José do Egito – PE, para cursar o 2º grau. Diante de tal problema, um grupo de professores do Colégio Municipal de Itapetim, liderados pelo Prof. José Humberto Alves dos Passos, criaram um novo Colégio, a se chamar “Colégio Comercial Clístenes Leal” oferecendo o Curso de Contabilidade, que foi autorizado pela portaria nº 2357. O novo Colégio passou a funcionar nas dependências do Colégio Municipal da cidade, mediante um convênio com Prefeitura de Itapetim, aproveitando os professores que trabalhavam com Contabilidade e áreas afins na região, tais como: Bel. José Carlos Patriota malta, Contador Paulino David (de são José do Egito-PE), Bel José Lopes da Silva Sobrinho, Bel Luiz Gonzaga etc.

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Diretor José Humberto Alves dos Passos. (Primeiro e único Diretor do Colégio Comercial Clístines Leal.).

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Tempos depois, como o Colégio já funcionava nas dependências do Colégio Municipal de Itapetim, os dois foram fundidos num só, desaparecendo o nome “Colégio Comercial Clístenes Leal” e mantendo-se o curso Técnico em Contabilidade, o qual continuou sendo oferecido até 1999, quando foi fechado.

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Além dos Ginásio/Colégios/escolas supracitados, outras importantes unidades escolares na História de Itapetim foi o “Grupo Escolar Francisco Santos” situado na Rua de igual nome, o que foi construída no 1º Mandato do Prefeito José Francisco dos santos – Zé Santos.

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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO.

Secretaria da Educação ( Antigo Grupo Francisco Santos )
Secretaria Municipal de Educação ( Antigo Grupo Francisco Santos )

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(Onde funcionava o Grupo Escolar Francisco Santos.).

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Diretora do Grupo Escolar Francisco Santos.

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Foi Raimundo Alves Sobrinha de Lucena – 1985 a 1998.

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Num primeiro momento da sua inauguração, em 1973, até 1983, o “Grupo Escolar Francisco Santos” foi emprestado ao Governo do estado, funcionando como extensão do “Grupo Escolar Tereza Torres”. Além disso, funcionaram ali, em nível municipal, alguns Programas de educação Especial, tais como: Mobral, Alfabetização de Jovens e Adultos, Educação Integradas e Profissionalizantes, como: Tricô, Bordado, Arte Culinária etc., sob a supervisão da professora Raimunda Alves Sobrinha de Lucena.

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Em 1983, com a ampliação do número de salas de aulas no Grupo Escolar Tereza Torres, o Grupo Escolar Francisco Santos foi devolvido à Prefeitura, ficando ali apenas os programas de educação Especial.

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Já em 1985, no 2°Mandato de Geraldo Mariano, criou-se, no referido Grupo, o Curso Primário, sob a Direção da professora Raimunda Alves Sobrinha de Lucena.

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Finalmente, em 1997, no 1° Mandato de Adelmo Moura, o “Grupo Escolar Francisco Santos” foi desativado, tendo suas turmas sido transferidas para o “Colégio Municipal de Itapetim”, que, a esta altura, já se encontrava no novo prédio, Bairro Paulo VI.

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Com a fusão das duas unidades escolares, a professora Raimunda Alves sobrinha de Lucena passou a ser a Diretora do “Colégio Municipal de Itapetim”.

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Fonte: O Livro – Itapetim – Cidade das Pedras Soltas

Dr. Marcos
Dr. Marcos

De Dr. Marcos Roberto Nunes Costa.

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NOTA SOBRE O AUTOR

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Marcos Roberto Nunes Costa, filho de Tiago Nunes da Costa e Raimunda Nunes Limeira, nascido na cidade de Itapetim PE, fez o primário no Grupo Escolar Tereza Torres e o Ginásio e 2º Grau no Colégio Municipal de Itapetim. Concluiu a Graduação em filosofia, pela UNICAP, em 1989, e o mestrado em Filosofia, pela UFPE, em 1996. Finalmente, em 2000, concluiu o Doutorado em Filosofia pela PUCRS, com um período de pesquisa na Università Delli di Parma-Itália, com área de pesquisa em Filosofia Medieval, mais especificamente no pensamento de Santo Agostinho. Desde o início dos anos 90 leciona na UNICAP e no Instituto Salesiano de Filosofia – INSAF. É autor de 17 livros. Sendo seu ultimo livro “Cidade das Pedras Soltas. Além das obras “Itapetim: cabeça do Pajeú”, pelo CEHM/FIAM – Recife (1994); “Santo Agostinho: Um gênio intelectual a serviço da fé”, pela Edipucrs- Porto Alegre (1999); “O Problema do Mal na Polêmica Antimaniqéia de Santos Agostinho”, pela edipeucrs/Unicap – Porto Alegre/Recife (2002), que foi sua tese de doutoramento, “Maniqueísmo: história, filosofia e religião”, pela vozes – Petrópolis (2003); “ Manual para Normatização de Trabalhos Acadêmicos”, pelo INSAF – Recife (2003); “Origens Medievais do Estado Moderno: contribuições da filosofia política medieval para construção do conceito de soberania popular na modernidade”, em conjunto com Raimundo Antônio Marinho Patriota, pela Printer/INSAF – Recife (2004); “Temas Tomistas em Debate em Debate”, em conjunto como prof. Dr. Elcias Ferreira da Costa , pelo instituto de Pesquisa Filosóficas Santos Tomás de Aquino – Recife (2003); “Os Mistérios do Corpo: uma leitura multidisciplinar”, em conjunto com o Prof. Dr. João Luiz Correia Júnior, pelo INSAF (2004); “A Ética Medieval face aos Desafios da Contemporaneidade”, em conjunto com o Prof. Dr. Luis Alberto de Boni, pela Edipucrs/Unicap/INSAF/Instituto de Pesquisas Filosóficas Santo Tomás de Aquino (2004); “Água: fonte de vida”,em conjunto com a professora Dra. Arminda Saconi Messias, pela UNICAP – Recife (2005); “Água Subterrânea e Dessalinização”, em conjunto com a Profa. Dra Arminda Saconi Messias, pela UNICAP – Recife – (2006); “A Filosofia Medieval no Brasil: persistência e resistência”, pela Printer – Recife (2006); “Água Superficial, Residuária e Sedimento”, em conjunto com o Profa. Arminda Saconi Messias, pela UNICAP – Recife (2007); “Tempo de Eternidade na Filosofia Medieval”, em conjunto com o Prof. Dr. Luis Alberto De Boni e Prof. Jean Ter Reegem, pela EST – Porto Alegre (2007), e encontra-se no prelo dois livros: “Introdução ao Pensamento Ético – Políticos de Santos Agostinho”, pela Loyola São Paulo e “Santo Agostinho: um santo humano como nós”, pela Paulus – São Paulo (ambos a sair em 2007). Além disso, traduziu a obra “ Entre a História e o Imaginário: o passado da filosofia na Idade Média”, do italiano Gregorio Piaia, que foi publicada pela edipucrs – São Paulo (a sair em 2007). É autor, também, de algumas dezenas de artigos de Revistas e livros Coletâneas, sobre o pensamento Antigo – Tardio e Medieval. Atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Filosofia Medieval SBFM e leciona nos Mestrados em Direito e em Ciências da Religião da UNICAP.

ANTÔNIO PIANCÓ SOBRINHO

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Antônio Piancó Sobrinho, conhecido como Toinho Piancó, nasceu no Sítio Maniçobas, Município de Itapetim / PE, em 27 de dezembro de 1921,filho de João Inácio de Lima e Dª Conceição Piancó.

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Herdou de seu pai o dom da poesia. Aos 13 anos de idade perdeu seu pai, o que lhe deu – como filho mais velho – grandes responsabilidades para com  a casa, tornando-se o braço direito de sua mãe Dª Conceição, assumindo a condução dos negócios da família e ajudando a mãe na criação dos seus seis irmãos.

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Tal espírito de responsabilidade fez de Antônio Piancó um grande empreendedor, sendo mais tarde industrial,comerciante e político influente no Município, galgando inclusive ainda muito novo, os cargos de Vereador e depois Prefeito de Itapetim.

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No mundo da política fez aliança e amizade com muita gente importante, dentro e fora do município, como Marco Maciel, Honório Rocha e, principalmente, com o Padre João Leite e Walfredo Siqueira, dos quais gozou de grande confiança.

Antônio Piancó casou-se com Rita Barbosa Piancó, com a qual teve sete filhos: Bernadete, Lusinete, Elizabete, Lionete, João, Fátima e Rita de Cássia. Faleceu em 05 de Janeiro de 1991, na cidade de Recife, mas foi enterrado na Cidade de Itapetim – PE.

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Como vimos, Antônio Piancó não era cantador de profissão, mas industrial, comerciante e político mas, como guardava consigo grande vocação poética que herdou do se pai, João Inácio de Lima, vez por outra fazia versos, seja por inspiração própria ou a partir de temas ou motes dados pelos amigos.

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Fátima Piancó, sua filha, em seu livro ”Raízes: em prosa e verso” (2000), traz-nos uma grande quantidade de versos e poemas de seu pai, dos quais mostraremos, apenas, três trabalhos.

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Uma primeira série de versos que escolhemos são aqueles que fez referentes á casa dos seus avós, no Sítio Maniçobas:

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I
Quando por acaso venho
No antigo casarão
Observo o seu estado
Vejo a sua solidão
Vejo com toda certeza
Que a própria natureza
Tá destruindo a beleza
Da antiga construção
II
Um casarão de arrasto
Virando para o nascente
Duas janelas, uma porta
Tinha o casarão de frente
Um quintal com dois oitões
Que Feitos de tijolos bons
Do jeito das construções
Que se via antigamente
III
A calçada saliente
Feita com boa subida
Degraus com trinta centímetros
Todos de uma só medida
Quem no terreiro pssava
Com certeza observava
Que o dono velho gozava
Alguma coisa na vida
IV
Novena do mês de maio
Era um ato obrigatório
Em maio de cada ano
Abria-se o oratório
Pois o velho acreditava
Quem neste mundo rezava
Lá no outro se livrava
Das chamas do purgatório
V
Cercado com muita palma
Mangas com muito capim
Várzea com muita verdura
Só parecia um jardim
Bonitos canaviais
Mangueiras e laranjais
Se hoje assim não está mais
Foi o tempo quem deu fim
VI
Engenho de rapadura
Casa de fazer farinha
Bolandeira de algodão
STudo na fazenda tinha
Depois que o velho morreu
Tudo desapareceu
Ficou vindo aqui só eu
Voando como andorinha
VII
Dizer quem foi a fazenda
Hoje ninguém acredita
Vaca holandesa lavrada
Igual a colcha de chita
Muitos chocalhos tocando
Vacas, bezerros berrando
Boi manso se espreguiçando
Meu Deus, que coisa bonita!
VIII
Açude com muita água
Grande espalho de represa
O sangrador despachando
As águas com ligeireza
Quem ficasse observando
Via piabas pulando
Curimatá desovando
Nas águas da correnteza

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Segundo Fátima Piancó, o velho a que Antônio Piancó tanto se refere nos versos era Serafim Piancó, seu avô que teve sua chegada ás “Terras das Umburanas”, hoje Itapetim / PE, aos nove anos de idade, em 1877, fixando residência no Sítio Maniçobas, do qual fala os versos.

Mas Antônio Piancó era, também, um poeta de improviso, capaz de versar sobre um tema ou mote dado de supetão, como, por exemplo, esses feitos a partir do mote: ”Só partindo é que se sabe/como era bom ter ficado”. Em que fala dos filhos da terra que partem rumo ao Sul em busca de sobrevivência:

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I
Parte gente todo dia
Para as capitais do sul
Pensando num mundo azul
Repleto de fantasia
Porém a sua alegria
Termina mal tem chegado
Só o serviço pesado
No mundo inteiro lhe cabe
Só partindo é que se sabe
Como era bom ter ficado
II
Passam os dias ressentido
Lamentando o seu pesar
Pensando um dia voltar
Para o seu torrão querido
Com o coração partido
E o peito dilacerado
Chorando, desesperado
Pede a Deus que a dor se acabe
Só partindo é que se sabe
Como era bom ter ficado

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Por fim, demonstraremos outra característica de Antônio Piancó: era um sujeito humorista, sempre disposto a brincar com as pessoas e nas rodas de repentistas era comum ele sugerir motes ou temas engraçados, ou patrocinar cantorias entre os poetas beberrões, por isso escolhemos estes que ele mesmo fez:

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I
Velho contando o que fez
Você fica admirado
Se foi chofer correu muito
Se vaqueiro pegou gado
Dançador dançou demais
Caçador pegou veado
II
O passado de um velho
Se for contado por ele
Você fica boquiaberto
Fica até com pena dele
Pensa até que um Sansão
Andava escanchado nele
III
O velho por excelência
Já vive desconfiado
Nunca fala e quando fala
Só se refere ao passado
Contanto algumas vantagens
Que com ele se foi dado
IV
Dizia Antônio Marinho
Nos tempos idos atrás
Que todo velho acha bom
Contar coisa de rapaz
E dizer que já fez coisas
Que o diabo nunca faz
V
Todo velho acha bom
Relembrar a mocidade
Nunca conta uma moleza
Só conta com vaidade
Velho dizendo o que fez
É uma barbaridade

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Material extraído do livro:

ITAPETIM “Ventre Imortal da Poesia”

Autores:

Marcos Roberto Nunes Costa

Saulo Estevão da Silva Passos

Na hora do enterro de Antônio Piancó, um dos seus maiores amigos, Honório de Queiroz Rocha (hoje falecido), que na época estava como Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, proferiu o seguinte discurso:

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Ouça a música Naquela Mesa, na voz de Nelson Gonçalves:

“Meus Amigos:

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Eu devo neste momento a Itapetim, uma palavra e um testemunho. Uma palavra de solidariedade à família de Antônio Piancó Sobrinho. Uma palavra de solidariedade ao povo de Itapetim, terra que vivia no coração deste homem simples, mas um homem de uma grandeza de alma incomensurável.

Eu sinto, meus amigos, que Itapetim hoje é uma só voz para dizer bem de Antônio Piancó .

Itapetim hoje é uma só alma, magoada com sua partida. Itapetim é um coração conservando o mesmo sentimento de tristeza que se abateu sobre sua esposa, D. Rita, sobre seus filhos, sobre seus irmãos, sobre seus genros, sobre seus netos e sobre seus amigos.

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Mas eu dizia que nesse momento era devedor de uma palavra a Itapetim e também de um testemunho.

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O testemunho que eu tive a oportunidade de construir durante mais de quinze anos em que conheci Antônio Piancó e desde mil novecentos e setenta e cinco, nós nos ligamos através de uma amizade que foi se consolidando dia-à-dia e eu devotava a ele uma admiração profunda.

Admiração pelo homem correto, admiração pelo pai extremoso, admiração pelo avô que acariciava, com tanta alegria e com tanto sentimento, a cabeça dos seus netinhos.

E ontem, meus amigos, quando cheguei à Itepetim, vi um quadro verdadeiramente emocionante: aquelas crianças, aqueles netos, dos menores aos maiores em derredor do caixão, passando a mão nas mãos e na cabeça de um corpo inerte, na cabeça e nas mãos do seu avô, que havia partido.

Mas, nele, em Antônio Piancó, não se extinguiu o sopro de Deus.

A sua alma voou, o seu corpo aqui está, vai ser sepultado, mas a nossa crença nos afirma que ele hoje vive o momento de recompensa junto a Deus.

A recompensa da fé que teve, da esperança que o alimentou e do amor que dedicava à sua família e a lealdade aos seus amigos, o amor telúrico à sua terra, que ele desejava ser grande, progressista, desenvolvida.

Eu tenho certeza, meus amigos, que nesta hora a voz não é apenas de Itapetim.
A voz é de todo lugar que Antônio Piancó deixou amigos. A voz é da Região do Pajeú, sentindo a sua falta, lamentando a sua ausência.

Mas nós vivemos de fé. Nós saímos agora da Igreja, onde foi celebrada a missa em sufrágio da sua alma.

A Igreja de São Pedro, que ele venerava; a Igreja que estava diante dos seus olhos na paisagem da manhã, da tarde e da noite, porquanto morava bem perto dela; a Igreja do Pe. João Leite, de quem tanto falava e que tanta influência exerceu em sua vida; a Igreja da fé; a Igreja , que era para ele um dos sinais maiores desta Itapetim, que ele tanto amou.

Meus amigos, estamos diante de um corpo inerte, de um corpo sem vida, mas de um corpo que foi instrumento de uma alma nobre, de uma alma desprendida, de uma alma que soube dizer a todos uma palavra de animação, uma palavra que era sempre a palavra amiga, a palavra que não tinha interesses maiores, senão o interesse maior de ajudar.

Privei da amizade de Antônio Piancó Sobrinho.

Conheci muito de perto a sua personalidade marcante. O homem criterioso, o homem de retidão de espírito, o homem reto, o homem grande, embora de estatura menor, de corpo franzino, mas um homem grande, de um coração bem maior ainda.

E nesta hora de pranto, nesta hora de dor, nesta hora da minha palavra, neste instante, nesta hora do meu testemunho, eu só tinha uma coisa a dizer a mais: era que a família de Antônio Piancó Sobrinho, saiba se unir em torno da mensagem de vida e do exemplo que ele deixou.

Saiba se unir em torno de D. Rita, para que a memória, os feitos e a vida de Antônio Piancó tenham continuidade nos seus filhos, nos seus genros e na sua nora.

Tenham continuidade nos seus netos, nestes que são sementes e que haverão de crescer.

Meus amigos de Itapetim, nesta hora de pranto, nesta hora de dor, elevemos nosso pensamento para o alto, para o céu e para Deus, neste dia que é o dia da Epifania do Senhor, o dia da manifestação de Jesus Cristo e Ele fez para a casa do Pai, aquele caminho da volta, o caminho da fé que nos conforta e que nos diz:

Vamos caminhar, vamos continuar a obra de Antônio Piancó Sobrinho, querendo bem a essa terra que ele tanto amou, como já disse, querendo o trabalho a que ele foi tão dedicado, querendo o progresso, querendo o desenvolvimento, querendo sobretudo o aconchego da sua família.

Quantas e quantas vezes, visitando-o no hospital, no leito, digamos assim, da dor e do sofrimento, eu o ouvi dizer: “Ah! Dr. Honório, eu queria meus filhos todos reunidos!”

Era este o seu sentimento. Sentimento de amizade, do aconchego, do carinho em torno dos seus filhos, daqueles que eram um pedaço da sua vida e um pedaço da sua alma.

Um homem leal aos seus amigos. Um homem que não tinha ódios. Um homem que não guardava ressentimentos. Um homem de alma aberta. Um homem de coração generoso.

Esse homem que não precisa que eu diga à Itapetim, toda Itapetim e toda Região do Pajeú, conhece e guardará a memória, a memória viva, a memória que não morre, a memória sempre presente de Antônio Piancó Sobrinho.

Que Deus o receba e que a graça do Senhor conforte todos nós.

Meus amigos, muita paz, muita serenidade, muita solidariedade, muita fé, muita esperança.

E que ele peça a Deus, nesta hora de dor e luto para todos nós, que Deus nos abençoe.

E a Mãe Santíssima, a Mãe Santíssima de todos nós, receba Antônio Piancó e o apresente de junto do grande Altar de Deus, o Senhor de todas as vidas.”

Itapetim/PE, 06 de janeiro de 1991

Honório de Queiroz Rocha

Extraído do Blog de Lusa Piancó Villar (filha)

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