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Pelo 4º ano consecutivo, desta vez no dia 25/12, em Afogados da Ingazeira – PE, no Beto Show, o poeta, jornalista, advogado e defensor ferrenho das artes pajeuzeiras, Alexandre Morais, promoveu um dos maiores eventos culturais da região.
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Como já é de praxe, a cada ano, o organizador homenageia um poeta. Desta feita o escolhido, com muito merecimento, foi o poeta, compositor e comerciante, Diomedes Mariano. Dió, como é conhecido, é natural do sítio Barra, no município vizinho – Solidão – e radicado há mais ou menos três décadas em Afogados da Ingazeira. Na ocasião houve também, num telão, a apresentação de um trabalho do homenageado, gravado com exclusividade por vários poetas, parentes e amigos dele, além de depoimentos emocionados referentes à sua pessoa. Dió, com sua sensibilidade aguçada, diante de tanta manifestação de carinho e admiração foi aplaudido de pé, de forma demorada, pela plateia presente, não conseguindo conter as lágrimas nem esconder a felicidade daquele momento.
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Durante as declamações, o grupo “Pé-de-Parede” da cidade de Tabira, encantou o público com um estilo musical inovador e poético.
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Zé Adalberto, poeta do Ventre Imortal da Poesia, Itapetim, iniciou sua participação mencionando o homenageado com esta oitava:
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Esta festa do 4º Pajeú
É um justo banquete pra Dió
Que carrega a doçura de Chudu
Que produz a grandeza de Filó;
Fascinado por sua vocação
E a mercê do destino e da razão
Enterrou seu umbigo em Solidão
Mas não deixa Afogados ficar só!
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Zé, também foi bastante citado por colegas poetas que passaram pelo palco, inclusive pelo promotor de Justiça de Afogados, Dr. Lúcio. O poeta de Itapetim, com seu estilo próprio, declamou alguns trabalhos de sua autoria, além de ser o poeta criador da estrofe colocada na camiseta do evento em foco, que diz:
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O canto livre das musas
Onde tem verso em baú,
Transcende a sonoridade
Típica do Uirapuru,
Indo à perfeição acústica
Contida na alma rústica
Do povo do Pajeú.
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A cada ano do “Pajeú em Poesia”, há sempre um mote criado por Alexandre Morais, ou a pedido dele, onde todos os participantes fazem suas glosas. O mote desse ano foi o seguinte:
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“Com o pão da cultura eu sirvo a ceia
Que alimenta de amor a humanidade”.
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Veja as glosas de Zé Adalberto:
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Minha mente tem sido a padaria
Onde eu faço esse pão que nutre almas
Fermentado, de graça, pelas palmas
Da plateia que prova e se arrepia
Meu estoque é o mesmo todo dia
Mas não finda nem perde a validade
Seu cardápio tem pouca novidade
Mas procura matar a fome alheia
“Com o pão da cultura eu sirvo a ceia
Que alimenta de amor a humanidade”.
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O meu pão cultural é um menu
Nesse palco e na rede social
Seu sabor não é muito especial
Mas pra quem sente fome come cru
Para a mesa do 4º Pajeú
Trouxe o prato mais típico da cidade
E como tem convidado em quantidade
Já começo servindo às oito e meia
“Com o pão da cultura eu sirvo a ceia
Que alimenta de amor a humanidade”.
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Com o carisma e a grandeza de sempre, Dedé Monteiro lançou, no palco do evento, novo talento da poesia tabirense, sua sobrinha e filha do poeta “Gonga”, seu irmão, arrancando aplausos fervorosos do público.
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Finalizando a parte declamatória tivemos ainda o espetáculo do poeta Chico Pedrosa, que dispensa comentário.
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Encerrando o certame, “As Severinas”, como já era de se esperar, deram um grande show de interpretação, cantando e declamando.
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Vale salientar que Zé Adalberto teve apoio do prefeito Adelmo Moura, de Júnior Moreira, secretario dos transportes e do promovente do 4º Pajeú em Poesia, Alexandre Morais.
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